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Divaldo Franco em Zurique, Suiça

 
 

Zurique, 14 e 15 de maio de 2016

Nos dias 14 e 15 de maio, o médium e orador espírita Divaldo Franco realizou um seminário na cidade de Zurique, Suíça, com o tema “Libertação do Sofrimento”.

O evento foi realizado no auditório do G19 Stiftung e contou com a participação de cerca de 150 pessoas em cada dia. A Fundação G19, na pessoa de Andre Studer, foi a responsável por convidar Divaldo a falar sobre o Espiritismo na Suíça por primeira vez.DivaldoZurique

Para a realização desse encontro, colaboraram a Sociedade Espírita Maria de Magdala, de Zurique, o CEEAK, de Winterthur e o CEEJA, também de Zurique.

Tomando por base a obra “O Cavaleiro da Armadura Enferrujada”, de autoria de Robert Fisher, Divaldo propôs uma análise junguiana e espírita da problemática do ego e sua relação com a origem dos sofrimentos, assim como da necessidade de a criatura humana alterar a sua conduta moral para melhor, como forma de libertar-se das dores que a afligem.

Para que fosse possível realizar essa viagem de estudo sobre o autodescobrimento e a autoiluminação mais facilmente, foram abordados os conceitos de ser humano, nos seus aspectos biológico, psicológico e social, assim como a visão espírita dele, que o apresenta como ser tríplice (corpo físico, perispírito e Espírito), demonstrando-se que somos, em essência, uma energia pensante que sobrevive ao decesso físico e realiza o seu processo evolutivo por meio das reencarnações. Também foram apresentados alguns conceitos da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, tais como o consciente, o inconsciente coletivo e o individual, os arquétipos, o ego, o Self, a sombra.

Em seguida, o orador passou à análise específica da estória contida no livro referido.

Tratava-se de um cavaleiro que, ao longo de muitos anos, habituou-se a manter-se vestido com sua armadura de ferro, a qual acabou por se enferrujar. Ele era casado e tinha um filho, mas o seu relacionamento com a família era muito distante e difícil. Após uma discussão com a esposa, aborrecido, decidiu o cavaleiro afastar-se do domicílio e realizar uma viagem. Nesta viagem, ele passou a ter contato com alguns outros personagens, com os quais se relacionou e que o ajudaram a refletir sobre a própria existência. Por fim, o cavaleiro considerou que deveria retirar a armadura, o que não conseguiu de imediato, uma vez que ela já se encontrava muito enferrujada. Um dos personagens disse-lhe que seria necessário atravessar uma determinada trilha, onde encontraria três castelos: o do silêncio, o do conhecimento e o da vontade e ousadia. Ser-lhe-ia necessário permanecer um certo tempo em cada um deles, para se lhes aprender as lições, a fim de que ele pudesse seguir para o seguinte. Nesse processo, passando por cada castelo, o cavaleiro foi introjetando os diferentes ensinamentos, refletindo sobre a própria vida, conhecendo mais de si mesmo, ao tempo em que ele passou a mudar de pensamentos, de comportamentos, e , com isso, a armadura, de parte em parte, começou a cair de seu corpo, até que ele viu-se totalmente liberado dela.

Divaldo esclareceu que a viagem do cavaleiro pela trilha, visitando cada um daqueles castelos, é bem a viagem de autodescobrimento e de autoiluminação de todos nós, que trazemos as nossas máscaras, as personas a que se referia Carl Gustav Jung.

 

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